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Responsável Técnico: Rogério Carregoza Dantas - CRM/SC 11273

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09 fev

Até onde fazer exercício é bom ?

Inúmeras evidências nos últimos 50 anos nos dizem que a atividade física regular está associada a uma menor mortalidade por causas cardiovasculares a partir dos 40 anos de idade  em ambos os sexos. Não podemos dizer, porém, que o atleta viverá mais que o não atleta.

Impactante trabalho sueco publicado ano passado por  Åkesson e colaboradores ¹ no JACC demonstra que a associação de bons hábitos de vida : 1- comer de maneira saudável, 2- beber moderadamente ( depois escreveremos sobre isso ), 3- andar a pé ou de bicicleta por mais de 40 minutos diários ( para se deslocar, sem intuito de treinamento ) associado a exercício físico por mais de uma hora por semana, 4- não fumar e 5- ter um perímetro abdominal menor que 95 cm ( para homens ) reduz em até 79 % os riscos de eventos cardiovasculares.

Quanto maior o número de associações de bons hábitos, melhor a perspectiva de vida. Nenhuma medicação ou procedimento médico hoje disponível é capaz de oferecer tamanha perspectiva a médio e longo prazo na prevenção destes eventos.Este trabalho, contudo não tem como objetivo de avaliar a intensidade do exercício.

Esta semana foi publicado um artigo ² na mesma revista JACC  em que se constatou que o exercício intenso pode estar associado a uma mortalidade similar àquela vista em indivíduos sedentários. Este resultado vem corroborar vários outros publicados anteriormente, que demonstram lesões orgânicas associadas ao exercício muito intenso. Este estudo propõe,então, que se faça atividade física moderada, de 1 a 2,5 horas por dia , três vezes por semana.

É muito importante que se entenda que um trabalho científico tem como objetivo levantar conceitos que possam melhorar a qualidade de vida e a longevidade do indivíduo humano e não constitui em si, uma verdade aplicável a todos os indivíduos ou tenha um caráter imutável. É imprescindível que nos mantenhamos sempre atentos aos resultados de nossas decisões bem como estarmos sempre dispostos a modificar nossas ações, sempre prontos para buscar aquilo que faça bem ao nosso corpo e à nossa mente.

Dr Rogério Carregoza Dantas - Cardiologista - CRM 11278

¹Åkesson et al JACC 2014:1299 – 306 ; ²Schnohr et al JACC 2015:411-9

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